01/09/2013

TRADUÇÃO: Entrevista de Lady Gaga ao ''Saturday Nigth Online''


Ontem (31/08), Lady Gaga concedeu uma entrevista ao famoso programa ''Saturday Nigth Online'', Gaga falou sobre vários assuntos, e um deles foi o ''iTunes Festival'' que acontecerá hoje (01/09).

-Essa jovem mulher não precisa de apresentações, mas eu preciso fazer isso porque é assim que atendemos ao telefone. Estou falando com Lady Gaga. Como você está, meu amor?

-Oi, como você está?

-Provavelmente terei de ligar pro fabricante dos nossos celulares porque tivemos a experiência mais estranha agora, a ligação ficava caindo na nossa cara de novo e de novo.

-Eu sei. Foi tipo “você está aí? Está aí? Está me ouvindo?”

-Acho que vamos virar Team Blackberry agora.

-Eu já era Team Blackberry.

-Tenho de dizer que é uma alegria tão imensa, uma honra tão imensa poder falar com alguém que não apenas chegou onde você chegou como artista mas também é um dos seres humanos mais humildes na face da terra. 

-Você é tão gentil! 

-Mas é verdade, do fundo do meu coração. Como um little monster que sou e alguém que assistiu sua carreira crescer e aflorar como algo que se tornou icônico. É incrível saber que todo o trabalho duro, todas as oportunidades que você tem agora estão vindo baseadas na força que você teve para continuar perseverando, sabe?

-Sabe, eu estou simplesmente muito muito feliz de estar aqui. Eu digo isso o tempo todo, mas é verdade. Eu acordo não querendo ser ninguém além de mim mesma, porque cinco anos atrás eu estava morando num apartamento minúsculo no Low East Side, tentando fazer alguém me deixar tocar em um show numa noite de sexta-feira, num sábado. Eu amo lutar pelo meu lugar, amo ser uma performer. Estou simplesmente orgulhosa e animada. Nós fizemos um – eu não deveria dizer muito sobre isso – o processo criativo da capa e... Tudo está se tornando algo diferente com esse álbum. Tem as pessoas com quem estou trabalhando, estou tão feliz e não poderia estar mais grata por todas as rádios que me apoiaram, os programadores... Eu sei que nem sempre faço música para rádios, mas sempre é pop.

-Você está fazendo um trabalho daqueles e eu deveria dizer que, primeiramente, com o ARTPOP estando a um mês e meio de distancia mais ou menos e Applause meio que sendo lançado antes do que você queria...

-Sim!

-Eu estava ouvindo nosso querido Elvis, quero dizer, eu amo Elvis incondicionalmente assim como você o ama. E quando você falou com ele, você disse que queria nos dar um pacote completo, juntar imagem com áudio. Como foi pra você receber aquela ligação. “Ops, alguém meio que deixou a música vazar”?

-Não foi alguém da equipe, foi um hacker. É terrível, temos de investigar essas pessoas. Me deixa chateada. Estava animada que vocês puderam ouvir a música, mas não estava animada por ter vazado, porque o que eu faço é teatro, tem uma alma teatral. Na minha carreira, as pessoas dizem que foco demais na roupa e não na música. Aí acabam focando demais na música e não o suficiente nas roupas. Eu não separo essas coisas. Por isso é ARTPOP, porque é arte e é pop ao mesmo tempo. Mas, tudo bem, porque as pessoas estão ouvindo a música na rádio e estou muito feliz.

-Acho que disse isso quando falei com uma amiga sua, Katy Perry. Vocês não são boas em escrever músicas ruins, elas são incríveis. 

-Obrigada!

-Eu sei que é algo que significa muito pra você e é a sua causa: Born This Way. Uma fundação para a igualdade. Com a música Same Love de Macklemore e Ryan Lewis, eu quero saber qual era o tamanho do sorriso no seu rosto quando ouviu essa música, que é algo extremamente positivo e cabeça aberta.

-Me deixa tão feliz ouvir músicas assim no rádio, ouvir artistas se expressando de uma forma tão sincera. E também o rádio apoiar isso, é incrível. De onde vim, é sempre importante pra mim mobilizar meus fãs e transformar seus sonhos em realidade em minha música. Eu sentia que podia fazer qualquer outro álbum. Não me importava mais com meu sucesso, não me importava mais com algo que não fosse ser um modelo para meus fãs serem apaixonados pela igualdade e coragem. Viajar o mundo fazendo isso e então voltar pra casa meses depois e ouvir músicas assim no rádio que me faz sorrir. 

-Falando em seus fãs, vamos fazer perguntas enviadas pelos little monsters.  Eles são tão apaixonados e incríveis.

-Amo esses tipos de perguntas.

-Essa é de um fã do Brasil que nos enviou por sms. Esse menino deve ter discado 19 dígitos pra mensagem chegar até nós. Ele quer saber: o que é que você tem escondido na manga para atiçar os little monsters brasileiros? ARTPOP tour? Vai viajar o mundo em breve?

-Bom, estou muito animada para o iTunes music festival, performar em Londres. Vou performar músicas novas e estou muito animada com isso, porque eu realmente queria trabalhar as músicas dessa vez e não deixar apenas o single por aí. Eu queria que as pessoas ouvissem as músicas antes de comprar o álbum. É uma ideia radical, mostrar as músicas antes das pessoas comprarem. Mas estou muito animada pra isso porque as pessoas deviam poder ouvir o que vão comprar, eu consigo mostrar o teatro por trás do álbum. Tem muito teatro nesse álbum, os outros foram muito conceituais. ARTPOP é muito mais sobre uma filosofia de amor, sobre como ao nos juntarmos criamos coisas bonitas. É bastante difícil descrever, tantas fotos, ensaios... É o amor que junta nossa cultura pop. Como eu disse, é engraçado as coisas que as pessoas deduzem sobre a pop music, como quando dizem que eu não deveria ser artística, que eu apenas deveria gravar. É assim que falam dos pop stars. Eu gosto de deixar as pessoas desconfortáveis, gosto de quando elas dizem “ela não sabe de nada”. Eu sei de muita coisa. 

-Você está nos fazendo sentir emoções diferentes e não há nada mais gratificante que uma música que te faz chorar, que te faz se sentir acariciado. É uma emoção com a qual você talvez não esteja confortável. É aí que você mexe com a gente através de sua música. Falando nisso, temos a próxima questão que é de Marina Fuentes: como é saber enquanto escreve as músicas que essas músicas nos fazem sentir várias emoções?

-Eu amo o processo. É uma coisa que me salvou nessa tour, especialmente porque não estava muito bem. Tudo estava se despedaçando no meu corpo, foi escrever músicas que me salvou. Posso canalizar a energia do público que era muito intensa. É muito intensa quando são 11 mil pessoas ou 50 mil pessoas ou 75 mil pessoas. Essa era a melhor parte da BTW Ball, eu canalizava a energia dos meus fãs todas as noites direto pras músicas e... não gosto de usar a palavra terapia, porque faz eu me sentir louca mas eu consegui colocar a energia em lugares ao invés do meu ego, porque...

-Porque essa não é quem você é.

-Essa nunca foi a força motora da minha música. Eu não me importo se as pessoas acham que sou linda, grandiosa ou a número 1. Eu me importo que elas achem interessante, que achem diferente, que vejam e sintam algo completamente alternativo ao que costumavam sentir no pop. Applause, por exemplo. Essa música foi projetada para ser confusa, para explodir, para ser uma música que todos no mundo possam cantar junto, não importa que língua falam. 

-É iconografia em movimento, como você disse sobre o vídeo dessa música. E quero dizer que, como fãs, nos importamos, como little monsters, como ouvintes de rádio, nos importamos tanto com o que você oferece. Acredito que a melhor coisa que um artista pode fazer é dar 150% de si como você sempre fez, desde os dias em que você entrava nos bares e dizia “ei, posso usar esse microfone?” até agora, em que você abre o VMA e performa pra milhões. É uma benção estar nessa jornada com você e te agradecemos por sempre ser quem você é de verdade. 

-Obrigada. Muito obrigada. Sabe, acho que todo artista devia fazer isso. Eu lembro quando comecei e os produtores achavam que eu estava tentando mais do que devia e eu queria ser assim.

-É, você deve querer tentar demais.

Parte 2 em breve...

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